segunda-feira, 20 de julho de 2009
You'll never walk alone
Deve haver um fator civilizatório mais inteligente que a tristeza – ou modesta alegria – freudiana.
Deve haver, na civilização – uma civilização viável, próspera, confiante – mais alegria e prazer.
Deve haver, também, um caminho para a dignidade que não passe principalmente pela indignação.
Deve haver mais celebração da individualidade, sem que seus eventuais excessos sejam ponderados pela culpa.
Deve haver um novo estágio, sem que para isso sejam necessários os gritos e a demência de Nietzsche.
Freud e Nietzsche tinham muito em comum.
Tinham, porém, uma diferença importante: o primeiro se guiava por emoções de baixo perfil; o segundo, pelo delírio.
Eram ambos, ao mesmo, dotados de rigorosa racionalidade.
Teremos capacidade para uma nova racionalidade, associada a emoções que superem a frieza de Freud e a insanidade de Nietzsche?
Talvez Jung, Bataille e Campbell já sejam, mais que um ponto de partida, o curso dessa caminhada.
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