quarta-feira, 22 de julho de 2009
Homem, sexo forte frágil
No início, a epidemia da aids atingia sobretudo homens, hetero e homossexuais.
Com o passar do tempo, as mulheres heterossexuais foram sendo contaminadas por maridos e namorados.
E as mulheres transmitiram aos seus bebês.
E havia as pessoas que contraíam o vírus por meio de transfusão de sangue e o uso de drogas ilícitas injetáveis.
Até que se acabaram os grupos de risco e tudo passou a ser uma questão de comportamento de risco.
Em algum momento os gays se organizaram e, de grupo vítima e vetor, tornaram-se agentes da prevenção.
Com as mulheres, em alguma medida ocorreu o mesmo.
E ambos os segmentos foram apoiados pelo Estado.
E os homens?
Os homens não se veem, tampouco são vistos, pelo menos ainda não suficientemente, como segmento.
Por isso, não são percebidos como vítimas ou como certo tipo de pessoa com certas vulnerabilidades.
Também, por não se verem como segmento, não exploram seu potencial de mobilização e atuação específica.
Vi muita gente se penalizar com a situação das mulheres e se indignar com os homens transmissores.
Mas não vi ninguém se penalizar especificamente com os homens, vistos como segmento.
Vi muita gente se penalizar com a situação dos bebês.
Mas não vi ninguém se indignar com as mulheres como transmissoras.
Fala-se muito em igualdade de gêneros.
Mas não foi isso que vi e vejo na forma como os diferentes segmentos foram e são tratados no caso da aids.
Não está na hora de mudar?
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