sábado, 18 de julho de 2009
Agora conto – Vida
Recém-acordada, cara amassada – guerra contra o mundo.
Mas o dia nasce, e céu, carro, fumaça, ônibus velho e gente amassada que nem você é vida nova.
E a vida velha e carcomida que ainda se remexe aí – no imo, na pele – responde e já é vida nova também.
Quase diz bom dia pro motorista, quase agradece o lugar cedido.
E anda e anda e anda até o trabalho.
De manhã, alegria.
Meio dia, remorso do riso.
De tarde, ressentimento.
De noite, a travessia do marido e de algum filho esquecido de crescer e fugir.
E a tumba.
– Boa noite, vea.
Nem pensa em responder.
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