sexta-feira, 31 de julho de 2009
Olho no peixe, olho no gato
É difícil saber quem tem razão quando o assunto é clima.
Há mais de 10 anos, o pensador francês Luc Ferry afirmava categoricamente que os ecologistas eram intelectualmente suspeitos.
Hoje, o coro dos céticos parece menos triunfal.
Por prudência, precisamos acreditar no pior e, ainda assim, encontrar razões para agir, em vez de nos entregarmos ao desespero ou à apatia.
Como país que faz parte do "resto", para retomar termo de Alice Amsden acerca dos países que lutam por um lugar no mundo rico, precisamos compatibilizar demandas nacionais com responsabilidades planetárias.
Não haverá vida digna sem sustentabilidade ambiental; e, depois da vida indigna, virá vida nenhuma.
Também não haverá cenário internacional razoável e propício à paz com a atual divisão entre povos ricos e povos pobres.
Assim, o enriquecimento de países como Brasil, China etc. interessa não somente a eles próprios, mas ao mundo todo.
O desafio de compatibilizar a confluência econômica entre países pobres e ricos com as demandas de sustentabilidade ambiental é uma fronteira política e intelectual tão promissora quanto obrigatória.
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