quinta-feira, 30 de julho de 2009
Hein? Quem? Eu?
Amartya Sen ganhou o Nobel de Economia por propor uma reinterpretação do desenvolvimento como liberdade.
Desenvolvidos são um país e um povo livres para discutir seu destino e devidamente qualificados para elaborá-lo.
O Brasil é livre para discutir, mas discute pouco e mal.
Ou seja, temos a liberdade formal; no entanto, não somos realmente capazes de utilizar essa liberdade.
Sen diria: não somos suficientemente livres.
A base da qualificação é a autoconfiança.
Isso é pedagogicamente elementar: quem não se crê capaz de aprender não aprende; quem não se crê capaz de formular não formula.
Antes disso: quem não entende que é sua responsabilidade inventar seu próprio caminho não o inventa.
Nosso problema, portanto, é pré-político, pré-intelectual; nosso problema é ético e cultural.
Porque são a ética e a cultura que dizem: quando se trata de pensar e agir, o momento é agora e o responsável sou eu.
Na contramão dessa demanda mais que urgente, boa parte de nossa intelectualidade joga o nosso tempo fora, discutindo se devemos imitar os Estados Unidos ou Cuba, quando na verdade se trata de criar o Brasil.
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