sábado, 25 de julho de 2009
Brachina
Niall Ferguson cunhou o termo Chimérica para designar a carona chinesa na economia dos Estados Unidos.
Chimérica tem a ver também, segundo ele próprio, com quimérica: essa carona não é tão consistente, por isso não durará para sempre.
Não sei se é inconsistente.
Quando a economia dos EUA se recuperar, o principal candidato a uma nova carona será mesmo a China.
Além do mais, a China parece capaz de voo próprio e será a maior economia do mundo em tamanho do PIB, talvez antes de 2030, embora ainda não do PIB per capita.
Podemos fazer um Brachina?
Devemos.
Mas não estamos sabendo usar nossa única vantagem clara sobre os outros Brics: a democracia.
Uma democracia oca, como a nossa, virtualmente sem partidos, quase totalmente sem ideias, ainda é melhor do que uma ditadura.
No entanto, poderia ser muito melhor.
Que tal aproveitar 2010 para lançar uma candidatura que realmente assuma, com clareza e consistência, o objetivo de fazer da carona com a China um passaporte para a prosperidade?
Se não fizermos isso, quando a China parar de nos puxar, seremos novamente um gigante tosco e desorientado chorando à beira da estrada, esperando que uma nova China nos dê a mão.
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