domingo, 9 de agosto de 2009
Vamo que vamo?
Ao que parece, foram os livros de Alice H. Amsden, A ascensão do "resto", e Ha-Joon Chang, Chutando a escada, que desencadearam a nova onda desenvolvimentista brasileira, a partir do início dos anos 2000.
Não tem problema a provocação ter vindo de fora.
E, paciência, que tenha demorado tanto.
O importante é que veio e, mesmo com alguma dose de fundamentalismo, está ajudando a mudar a pauta econômica do país, embora haja ainda pouca gente da política atenta à contribuição dos novos desenvolvimentistas brasileiros.
O que suas reflexões, direta ou indiretamente revelam?
1) É estupidez os governos dos países em desenvolvimento seguirem os conselhos econômicos dos governos dos países ricos e de intelectuais representantes do establishment econômico mundial.
2) Os países que seguiram esses conselhos se desenvolveram pouco; os que não seguiram e adotaram uma estratégia de desenvolvimento a partir de sua própria realidade e interesses prosperaram mais.
3) O caminho do desenvolvimento é capitalista; é isso que explica por que, enquanto as economias asiáticas estão "bombando", Cuba está no fundo do poço da pobreza e da estagnação, agarrada à desculpa do embargo econômico imposto pelos EUA, e quase todo o restante da América Latina, agarrada a chavismos, "socialices" e corporativismos, apenas engatinha.
Ou seja, capitalismo com independência de política econômica em relação aos ricos e articulação inteligente entre Estado e mercado são condições sine qua non do nosso desenvolvimento.
A isso é preciso agregar a sustentabilidade ambiental.
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