quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Olho por olho
O governo Serra elaborou projeto de lei prevendo melhora salarial periódica substancial a professores da rede pública aprovados em testes de conteúdo.
Ótima iniciativa.
O governador Eduardo Campos, de Pernambuco, já paga o décimo quarto salário aos professores com bom desempenho.
Excelente também.
Medidas como essas pressupõem a necessidade, por sinal óbvia, de se introduzirem "mecanismos de mercado" na relação entre Estado e funcionalismo.
O que caracteriza as relações de mercado?
O casamento entre prestação e contraprestação.
Quem presta melhores serviços merece melhor contraprestação.
Quem não presta serviço nenhum ou quase nenhum não merece um cargo de servidor público.
Coisas do capitalismo selvagem?
De forma alguma.
Todas as comunidades arcaicas e todas as sociedades modernas são inviáveis sem o ethos da prestação de contas, sem o jogo entre prestação e contraprestação.
Já ouviu falar de algum deus que tenha aberto mãos dos sacrifícios? Os Tupinambá, por exemplo, sabiam que, sem as oferendas, o dia seguinte não nasceria.
Ou seja, esse "mundinho" em que o fazer ou o não fazer não fazem diferença nenhuma, esse "mundinho", regido pela indiferença e o privilégio, em que as ações não resultam em prêmio ou punição, só existe, por puro oportunismo, no discurso das corporações e na lógica dos coitadinhos.
Parabéns, Serra e Campos.
E que venham outras introduções de "mecanismos de mercado" no serviço público.
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