domingo, 23 de agosto de 2009

Ludens


Na minha infância de beira de rio, vi todos os dias e à mesma hora o barqueiro passar.
Continuei a vê-lo a caminho da escola e, depois, do trabalho.
Foi a mulher dele que me disse:
– Morreu.
Não tive dó da casa não-casa, a boca não-boca, os peitos não-peitos e do vazio espalhado.
E aquela história de haver sempre um brinquedo no mesmo canto e agora não haver mais era também alguma brincadeira.

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