terça-feira, 4 de agosto de 2009
Dá jogo. Só falta o jogador
Sarney renuncia?
Quem sabe.
A contraofensiva peemebista dos últimos dias já teve troco: o DEM fechou questão pela sua saída.
E Lula teme o desgaste de seu envolvimento.
E se, com Renan à frente, o PMDB bater o pé?
Nesse caso, uma mobilização popular – vigorosa, inspirada e insistente – daria o empurrãozinho necessário e, quem sabe, arrastaria outros senadores para o pelourinho e a forca.
O problema de escolher os bodes expiatórios é que está difícil traçar uma linha divisória, com um mínimo de critério, entre os éticos e os aéticos.
A falta, até o momento, da mobilização já é, me parece, um indicador da importância vital de partidos políticos com um mínimo de respeitabilidade na cena nacional. Estivéssemos nos tempos do velho PT, teríamos nele um insuflador de peso desse movimento.
E não há partido herdeiro: o PSB não tem rosto; o PSOL é ultrainfantil e alguns de seus poucos líderes tiveram sua imagem ferida nos recentes escândalos; o PSDB teve sua vez de grande partido e aposentou-se, além de nunca ter sido um partido de luta; o PDT está cada vez mais distante do nacionalismo e heroísmo brizolistas e também não tem apelo junto à população.
Quem sabe se, mesmo sem apoio partidário, a mobilização não ganha corpo (porque, a bem da verdade, ela já começou com o "Fora Sarney", na internet). Aí os partidos teriam que vir atrás.
Mas como, se há sempre alguém do partido ou dos partidos aliados com o nome envolvido em algum escândalo?
Assim, só há duas possibilidades de Sarney largar o osso: ou a população, órfã de partidos, vai à luta e torna sua permanência inviável ou fecha-se um acordo escabroso por baixo dos panos e guardam-se os novos segredos até o próximo escândalo.
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