sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Respostas de futuro
É justo que o Brasil cobre da Colômbia e dos Estados Unidos explicações sobre a implantação de bases militares estadunidenses em solo colombiano.
Os dois países, inclusive, assumiram que deveriam ter tratado a questão, desde o início, com mais transparência.
É compreensível que o Brasil não hostilize Chávez e, no caso da Petrobras, não tenha sido muito duro com a Bolívia, embora me pareça claro que tenha sido brando demais.
Tudo bem: se o Brasil quer ser líder na região, deve agir com cautela e habilidade.
Mas, se o Brasil quer mesmo ser líder na região, deve, em primeiro lugar, definir o conteúdo dessa liderança.
Objetivamente: o Brasil se assume, para o presente e para o futuro, como um país capitalista ou não?
Essa questão se desdobra em outra: o Brasil é anti ou pró-EUA?
Duas sugestões de resposta:
1) no seu projeto de Estado e nação, o Brasil deve, sim, se assumir como país capitalista e seria muito interessante se os cidadãos brasileiros passassem a ter nessa opção fundamental um balizador de primeira ordem de seu comportamento eleitoral.
Por quê?
Porque o capitalismo, moderado por intervenção econômico-social do Estado, é o único regime que se mostrou com capacidade para combinar, ainda que precariamente, liberdade, progresso tecnológico e difusão do bem-estar material. Esse regime tem agora, na questão ambiental, seu maior desafio, do qual pode, sim, sair vitorioso.
2) O Brasil não deve ser nem anti nem pró-EUA, e sim um país com orientação própria no cenário internacional.
Em relação a isso, seria bem interessante que, além de não adotar discurso hostil em relação a Chávez, Morales e outros, adotasse postura claramente diferente.
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