segunda-feira, 7 de setembro de 2009
A coisa
Celular obsoleto e reticente.
Passou sua hora de partir; no entanto, permanece.
À sua maneira, velhos, adultos, jovens e crianças registram-lhe a dureza e ausência de cor.
Mais tarde, o celular reaparece – como frase não pronunciada, exaltação, esquiva ou franco sorriso.
E o tolo de sempre indagaria sobre a fonte de tudo aquilo – um móvel cidadela, em cujo centro se guarda um objeto inútil e eterno.
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